quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Karen Bueno/Ir. Nilza P. da Silva – Desde o último final de semana, a Casa Ir. M. Emílie Engel, em Atibaia/SP, está novamente repleta de jovens alegres, que embarcam em uma nova experiência: elas deixam seus lares, a fim de viver uma experiência vocacional com as Irmãs de Maria. O Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt, da província Schoenstatt-Tabor, acolhe 11 candidatas.
No Ano da Vida Consagrada, as jovens querem conhecer de perto o dia-a-dia das Irmãs de Maria, tentado descobrir o plano de Deus para suas vidas. “É muito importante esse passo que damos, porque gera uma certeza da nossa vocação. Lá fora, no dia-a-dia, não tem como saber; ficando aqui talvez a gente descubra que este é nosso lugar”, diz Michele Cruz, de São Bernardo do Campo/SP.
Para Debora da Silva, de Itatiba/SP, a experiência é essencial: “É um período de descoberta e de tentar tirar a inquietação que temos no coração. Vindo para cá, buscamos discernir melhor qual é o caminho que Deus planejou para nós”.
Aluane Simões, de Atibaia/SP, é recém-formada em Matemática e trabalha há seis anos no Santuário de Atibaia/SP: “Eu já conhecia um pouco da vida das Irmãs, do cotidiano, e achava bonito. Então decidi vir para conhecer melhor e ver se realmente é o que Deus preparou para minha vida”.
Cada uma é bem vinda
É com alegria que as jovens são acolhidas na Casa Ir. M. Emilie Engel. As vocacionadas que já moram ali preparam a casa com cuidado: “Nós já estivemos como elas, tendo esse primeiro contato. Somos muito felizes aqui e desejamos que elas também se encontrem e sejam felizes nesta casa. Recebê-las é motivo de grande alegria para nós”, diz a veterana Fernanda Gomes.
Ir. Fabiana Maria Costa, responsável pelas vocações para o Instituto, expressa a alegria em acolher novas jovens: “No mundo de hoje vemos que cada vocação é um grande milagre e cada vocação para Schoenstatt nós vemos da mesma forma. Neste Ano da Vida Consagrada, Deus continua suscitando vocações, para que sejam uma resposta a toda realidade do mundo. É um presente muito grande para Igreja e para a Obra de Schoenstatt”.
No “juvenato”, as jovens que estão em processo de discernimento moram o tempo que for necessário para ter clareza sobre a sua vocação. As que ainda estudam continuam indo regularmente às aulas, que seja na faculdade, ensino médio ou outros cursos. Levam uma vida comunitária, ajudam na pastoral do Santuário, têm tempos de oração, de recreação, conhecem melhor a espiritualidade de Schoenstatt e recebem orientação para o auto conhecimento.
“Essas que estão aqui sentiram o chamado de Deus e estão aprofundando o conhecimento no carisma de Schoenstatt e sua aplicação em suas vidas. Todas já têm idade para iniciar uma candidatura e depois um postulado. Mas, este é um primeiro contato com mais proximidade. A importância desse período é o discernimento vocacional de cada uma”, explica Ir. Fabiana Maria.
Lírios do Pai, Tabor para o mundo!
Dessas jovens, cinco pertencem à Juventude Feminina de Schoenstatt (Jufem). Para elas, tornarem-se consagradas ainda não é uma certeza, porém, sabem que a vocação para Schoenstatt está gravada nos corações, seja em qual estado de vida for. “A Juventude Feminina me ajudou muito a dar esse passo de vir para o juvenato”, comenta Michele.
Uma decisão bastante ousada para uma jovem em tempos modernos. “Depois que você dá o ‘sim’, sente um alívio. Sei que futuramente não vou me arrepender de ter vindo”, afirma Michele Cruz. Nos rostos, a alegria de se entregar aos planos de Deus, colocando a plena confiança nas mãos dele.
As jovens que moram na Casa Ir. M. Emílie são:
Aluane Simões, Atibaia/SP
Carolina Montedori, Campinas/SP
Cícera Rezende, Paulínia/SP
Daniele Viana, São Paulo/SP
Debora da Silva, Itatiba/SP
Fernanda Gomes, Francisco Morato/SP
Gisleide Figueiredo, São Bernardo do Campo/SP
Liliane Andrade, Belo Horizonte/MG
Michele Cruz, São Bernardo do Campo/SP
Rebeka Makalski, Atibaia/SP
Thálita Siqueira, Louveira/SP

http://www.maeperegrina.org.br/discernimento-vocacional-levado-a-serio/

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015


No ritmo de Deus

Karen Bueno – Não é incomum ouvir o som do piano ressoando pela Casa Ir. M. Emílie Engel, no Santuário de Atibaia/SP. Mais do que cantos religiosos, o som da vocação preenche os espaços da Casa, refletindo anseios de corações juvenis.
Carolina Montedori é a artista que transforma notas em melodia, melodia em louvor à Rainha dos Lírios. Formada em Música pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a jovem segue os acenos de Deus e vê o rumo de sua vida mudar – o Pai prepara um “cântico novo” para a filha amada.
O desafio de ouvir a voz de Deus no processo de discernimento vocacional faz parte da juventude. Descobrir para qual missão, ideal, carisma o Criador fez cada um leva a uma busca por aquilo que preenche o coração humano. Para Carol, num primeiro momento o matrimônio soa como melhor caminho: “Nunca tive interesse, nunca pensei em seguir a vida consagrada. Na adolescência namorei por seis anos e fiquei noiva, mas esse noivado não deu certo, então fiquei pensando sobre o que fazer da vida. Foi nisso que me abri para descobrir minha vocação”.
Carolina conta que várias pessoas a ajudaram nesse processo – padres, amigos, conhecidos – indicando congregações e institutos de vida consagrada e religiosa. “E dentro disso meu coração se lembrou do Santuário”.
Já me sentia família
Em 2011 Carol havia participado de um encontro vocacional no Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt, mas acreditava que ali não era seu lugar: “Eu não me encontrei, achei que era algo fora de mim; mas alguma coisa me tocou, e percebi que era esse espírito de pureza das Irmãs, principalmente o forte espírito mariano. Por um lado eu gostei, mas por outro não, era algo muito diferente de tudo aquilo que planejei para minha vida”.
Para ter certeza da vocação, a jovem decide passar um tempo num Carmelo. “Era uma vida diferente do Santuário, de profundo silêncio e oração. Eu me encontrei muito nesse sentido, para mim era o lugar ideal. Só que no tempo que passei lá, Deus mostrou que não me queria ali, e isso foi um choque porque eu gostava de tudo”, recorda Carolina.
“Assim que saí do Carmelo eu pensava: ‘meu Deus, mas que saudades daquela família’. Aí fui percebendo como já me sentia parte da família de Schoenstatt, como minha vida estava ligada ao Santuário. Pela razão eu não queria estar ali, não queria abraçar essa vocação, mas o meu coração já estava conquistado”, conta Carol.
Som que vem de Deus
A jovem música hoje mora na Casa Ir. M. Emílie e compartilha seus dons com a comunidade das Irmãs de Maria: “Parece que as Irmãs respiram música, isso é parte do ser mariano. A música que elas fazem é muito pura, percebo que vem de dentro, que vem de Deus, me encontrei profundamente nisso”.
Carol sabe que seus dons não são desperdiçados quando colocados a serviço de Deus: “Gosto de sentar no piano e tocar o que vem ao coração, e isso é muito natural para mim aqui. Não é porque eu estudei, porque sei as regrinhas que toco, a música vem de Deus. É assim que pensava em viver a música e hoje eu consigo vivê-la”.
Uma dica
Final de ano leva muitas pessoas a refletirem sobre o passado e planejarem o que está por vir. Aos que estão em processo de discernimento vocacional, Carolina Montedori dá uma dica: estar sempre perto de Deus por meio da oração – parar e ouvi-lo é fundamental. “Graças a parar e ouvir, percebi que Deus queria uma coisa diferente do que tinha traçado para minha vida”.
Mas, e se os planos de Deus forem diferentes daquilo que imaginei para minha vida? “Ele te dá tudo, dá coragem, dá forças. Quando damos o nosso ‘sim’, percebemos que todos os desafios são pequenos e que vale a pena ficar perto de Jesus”, conclui feliz a jovem, que encontrou seu lugar no mundo e transborda a alegria dessa descoberta.  www.maeperegrina.org.br

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Atibaia, dezembro de 2014
Querida Jovem!           

Estamos no Advento e queremos preparar nosso coração para a vinda do Menino Jesus. Da intensidade de nossa  preparação dependerá nossa alegria no Natal! Advento é tempo de espera e de preparar o próprio coração para a maior visita, que é Jesus!

No Advento podemos causar alegrias especiais ao Deus Menino, talvez sendo melhores, não reclamando, prestando um favor em casa ou para quem necessita, renunciando  algo, ou ainda deixando de assistir a algum programa de TV ou da internet, que não me acrescenta nada! Ofereçamos todos os nossos grandes e pequenos sacrifícios pela paz no mundo, pela pureza da juventude e tantas outras intenções que trazemos em nosso coração. 

 Esta história expressa o grande amor das crianças para com Jesus!


Aconteceu na Rússia. Quando o comunismo reinava e tentava destruir o que o povo ainda possuía de fé, um fato extraordinário aconteceu numa escola, com uma turma de crianças. A professora, fiel adepta do comunismo, com muita astúcia, queria destruir totalmente o pensar e agir cristão das crianças. Sua tática era mostrar na prática, que Deus não existia. Ela iniciava sua aula dizendo: “Crianças, hoje vamos ver se Deus existe. Vamos plantar duas sementinhas em dois copinhos de plástico. Vamos cuidar de uma e a outra vamos deixar para que Deus cuide.”  Depois de alguns dias as crianças puderam ver na prática que a sementinha que elas cuidaram dando água, protegendo do sol, estava levantando sua cabecinha em um vistoso broto. Mas, aquela que deixaram para Deus cuidar, não germinou.  A professora exultante inicia seu discurso vitoriosa: ”Estão vendo crianças? Deus não existe! Se ele existisse teria cuidado da sementinha e não teria deixado morrer. Vejam como tenho razão: estão vendo as árvores lá fora? Elas são verdes e balançam com o vento. Nós a vemos, portanto, elas existem. Alguém aqui já viu Deus? Houve um silêncio na sala. Não! Reinicia a professora, se Deus existisse, nós poderíamos vê-lo. Neste momento uma menina mais corajosa, que não agüentava mais ouvir tudo aquilo pois era extremamente o contrário do que aprendera em casa, disse desabafando: “Mas o Menino Jesus existe!” “É?”- ironizou a professora, então vamos chamá-lo, pois, se o Menino Jesus existe ele virá”. A menina convidou  todos os seus coleguinhas para chamarem o Menino Jesus e todos, em um só coro disseram: “Menino Jesus, vem!” – nada aconteceu. As crianças se entreolharam, mas a menina não desanimou: Vamos dizer mais alto! E assim fizeram e quase gritando disseram a uma só voz “Menino Jesus, vem!” A professora estava realizada. Esta seria sua vitória. Finalmente conseguiria acabar com a grande fé que as crianças ainda possuíam: O Menino Jesus. “Gritem mais alto crianças, talvez ele esteja dormindo ou foi passear!” As crianças reuniram todas as forças e gritaram o mais lato que podiam: “Menino Jesus, vem!!!” uma , duas e por fim, mais uma vez, quando a professora já ia abrir a boca para largar seu veneno, qual não foi sua admiração; quando a porta da sala de aula se abriu lentamente e o Menino Jesus entrou, como que envolto por uma esfera de luz. Sorriu encantadoramente para as crianças e abençoou-as. Depois virou-se para a professora e sorriu também para ela, e depois deixou a sala tão silenciosamente como havia entrado. As crianças irromperam num grande júbilo, radiantes abraçam-se e na mais plena felicidade repetiam: “Ele veio! Ele veio!!!” E a professora? Ela ficou como que petrificada perante o júbilo das crianças, saiu da escola totalmente transtornada, sem parar não cansava de repetir: Ele veio! Ele veio!!! 

Sim, Ele quer vir hoje em nossos corações! Em mim! Em você! No coração de cada jovem que irá preparar seu tabernáculo-coração para a vinda do Jesus Menino! Deus Menino, Tu que és o Missionário do Pai, vem em nossos corações! Belém é aqui, Belém é meu e seu coração! 

Em nossas orações na Noite de Natal podemos, junto com nossa Mãe Imaculada, que é festejada no dia 8 de dezembro, suplicar que nosso coração seja sempre um vivo Tabernáculo, para adorar a presença permanente de Jesus em nosso meio.  Pedimos bênçãos especiais para nossos familiares, e para todos os que trazemos em nosso coração, que cada um possa aproximar-se do presépio no Natal, e ter um profundo encontro com o Menino Deus. 

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Karen Bueno - Expectativa e ansiedade se refletem no olhar de várias pessoas que estão em frente ao Santuário Tabor da Permanente Presença do Pai, em Atibaia/SP. Câmeras, tablets, celulares focam a rampa de acesso à Casa Provincial das Irmãs de Maria de Schoenstatt. Por ali descerão as seis postulantes, que em breve se tornarão noviças.
Às 9h 40min os sinos do Santuário começam a ressoar, e da portaria surge, aos poucos, cada uma das jovens. As exclamações são diversas entre os amigos, familiares e convidados em geral. Muitos se surpreendem ao ver as postulantes vestidas de noiva, contudo, a expressão mais visível entre todos é a alegria.
Cerca de 1100 pessoas participam dessa hora de graças para as Irmãs de Maria de Schoenstatt da Província Schoenstatt Tabor.
Presente para a Igreja
Para muitos, essa é a primeira vez que participam de uma cerimônia de vestição. “Eu não sabia que as noviças se vestiam de noiva, me impressionei com a cerimônia, foi lindo demais. Imaginava que elas simplesmente recebiam as vestes e acabava aí, não sabia que tinha todo esse rito, me emocionou muito”, diz Rosaria Costa, de Itabira/MG.
Várias pessoas se diziam surpresas com a celebração. O diferencial deste ano jubilar de 2014 é que, pela primeira vez, os pais conduziam as filhas até o altar. “A entrada das noviças com os pais foi muito bonita, muito emocionante”, diz Márcia Florêncio, de Monte Santo de Minas/MG, “o momento que elas recebem as vestes é também muito marcante”.
Presente para a família
Muitos convidados se encantam com a celebração, porém maior alegria vem dos familiares: “A cerimônia foi linda. Através das Irmãs, vemos Maria presente em nosso meio. Para nós que somos familiares, a emoção é ainda maior”, diz Alexandra Pinheiro, irmã de uma noviça.
Maria Ivonete Pinheiro, mãe da Ir. M. Adriana Pinheiro, se alegra: “Minha filha fez a escolha certa ao ouvir o chamado de Deus. Rezo para que ela seja fiel, perseverante”.
Os pais da Ir. Fernanda Maria Vieira participavam pela primeira vez de uma solenidade de vestição. “É um momento de alegria, mas também de aperto no coração, já que ficaremos um pouco longe dela. Rezo para que Jesus abençoe sua escolha e que seja feliz”, diz Iedo e Maria José Ferreira vieira.
Alegria também era vista entre os familiares da Ir. M. Daiane Gonçalves. “A emoção é grande, é um momento de entrega e estou muito feliz. Para nós que somos pais é difícil ficar longe, é preciso perseverança e força, mas ao mesmo tempo causa muita alegria a vocação da nossa filha”, conta Eliana Gonçalves, mãe da Ir. M. Daiane.
Presente para Schoenstatt
O sábado festivo deste 6 de setembro acolhia olhares atentos, com expressões de surpresa, alegria, emoção, admiração, mas também agradecimento pelas seis vocações que florescem no seio da Família de Schoenstatt neste ano jubilar.
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